Segundo DSM-IV 5 a Dependência de Substância se apresenta sob 7 critérios que devem ser observados para se obter o diagnóstico.
1. TOLERÂNCIA
Definida por qualquer um dos aspectos:a) necessidade progressiva de maiores quantidades da substância pra atingir o efeito desejado;b) significativa diminuição do efeito após o uso continuado da mesma quantidade da substância.
2. ABSTINÊNCIA
Manifestada por qualquer um dos seguintes aspectos:
a) presença de sintomas como ansiedade, irritabilidade, insônia e sinais fisiológicos (tremor) desconfortáveis após a interrupção do uso da substância ou diminuição da quantidade consumida usualmente;
b) consumo da mesma substância ou outra similar a fim de aliviar ou evitar os sintomas de abstinência.
3. INGESTÃO
Ingestão da substância em quantidades maiores ou por um período maior do que o inicialmente desejado.
4. DESEJO DE DIMINUIR
O indivíduo expressa o desejo de reduzir ou controlar o consumo e a quantidade da substância ou apresenta tentativas nesse sentido, porém mal-sucedidas.
5. PERDA DE TEMPO
Boa parte do tempo do indivíduo é gasto na busca e obtenção da substância, na sua utilização ou na recuperação de seus efeitos.
6. NEGLIGÊNCIA EM RELAÇÃO ÀS ATIVIDADES
O repertório de comportamentos do indivíduo, como atividades sociais, ocupacionais ou de lazer do indivíduo encontra-se extremamente limitado em virtude do uso da substância.
7. PERSISTÊNCIA NO USO
Embora o indivíduo se mostre consciente dos problemas ocasionados, mantidos e/ou acentuados pela substância, sejam físicos ou psicológicos, seu consumo não é interrompido.
A dependência química é uma das doenças psiquiátricas mais freqüentes da atualidade. No caso do cigarro, de 25% a 35% dos adultos dependem da nicotina. A prevalência da dependência de álcool no Brasil é de 17,1%entre os homens e de 5,7% entre as mulheres, segundo o “1º Levantamento Domiciliar Sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas” no país, realizado em 2001 pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
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